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05/07/2004 20:20
Hail!!!!To aki pra postar a Biografia da toda poderosa Elizabeth Bathory...Desculpem pelo tempo q eu fiquei sem postar, eh q naum deu Msm...Bom eh isso ae valew galera q entra aki...
Erzsebet Báthory
Nascimento: 1561
Morte: 1611 V
RESUMO
Elizabeth Báthory (Erzsebet Báthory, no original) foi a Condessa que torturou e assassinou várias jovens da plebe e, por esse motivo, ficou conhecida como a "Condessa de Sangue" na história. Já para os amantes das lendas, foi ela uma "vampiresa sangüinária".
Aristocrata húngara (¹) pertencente a uma família que teve entre seus membros um rei da Polônia e um príncipe da Transilvânia. Erzsebet morreu emparedada viva, em seu próprio castelo, em cumprimento a uma sentença do tribunal que a julgou culpada pela morte de umas seissentas jovens da plebe e da aristocracia, victimadas por ela em prácticas sádicas.
Entre as denúncias, muito há dito que a condessa matava suas víctimas, recolhia seu sangue e fazia uso deste em ritos ocultistas. Dizia também a acusação que, às vezes, a matança se fazia coletivamente e que, então, o sangue das víctimas era recolhido em calhas que o conduziam a uma banheira aquecida; a assassina parecia gozar especial volúpia em imergir seu corpo nu no sangue quente das moças.
Um dos instrumentos de tortura achados no castelo era um robô equipado com dentes naturais (arrancados de membros da criadagem); o mecanismo aprisionava a víctima num cerrado abraço metálico e, depois, a apunhalava com lâminas cortantes e pontiagudas, accionadas por molas.
Também fazia parte do equipamento uma jaula dotada de hastes pontiagudas voltadas para dentro. A jaula, com uma prisioneira nua, era içada ao teto e ali movimentava, de modo a impelir a víctima contra as pontas. Durante o suplício a jovem moça sofria muitos ferimentos, a maioria deles superficiais, pois a intenção da condessa não era a de causar a morte imediata, mas sim de manter o sangue pingando sobre si: fascinada, ela assistia à tortura sentada directamente sob a jaula suspensa.
SUA VIDA
Erzsebet passou a maior parte da sua vida adulta no castelo Cachtice, perto da cidade de Vishine, a nordeste do que é hoje Bratislava, onde a Áustria, a Hungria e a Eslováquia se juntam (²). Báthory cresceu numa era em que a maior parte da Hungria tinha sido conquistada pelas forças turcas do Império Otomano, sendo o campo de batalha entre os exércitos da Turquia e da Áustria (Habsburgo). A área tabém ficou dividida por diferenças religiosas. A familia de Báthory se juntou à nova onde de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional. Erzsebet viveu na propriedade da família Báthory, em Ecsed, Transilvânia. Quando criança, ficou sujeita a doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável.
Em 1571, seu primo Stephen tornou-se príncipe da Transilvânia e, mais tarde na mesma década, ascendeu ao trono da Polônia. Foi um dos regentes mais competentes de sua época, embora seus planos para a unificação da Europa contra os turcos fossem frustrados em virtude dos esforçoes necessários para combater Ivan, o terrível, que cobiçava o território de Stephen.
Em 1574, Erzsebet engravidou-se de um mero camponês. Mas, logo que os sinais da sua gravidez começaram a aparecer, ela fugiu para se esconder de todos, pois havia se tornado noiva do Conde Ferenc Nadasdy.
Em maio de 1575, Erzsebet casou-se com o Conde Ferenc Nadasdy. Sendo um soldado, o Conde Nadasdy passava a maior parte do tempo em campanhas, o que fazia com que a Condessa tivesse de assumir os deveres de cuidar dos assuntos do Castelo Savar, propriedade da Família Nadasdy. Foi aí que sua carreira maligna realmente começou, com o disciplinamento de um grande número de empregados, principalmente mulheres jovens. Numa época cujo o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era coisa comum. Porém o nível de crueldade de Erzsebet era notório. Ela não só punia aqueles que infringiam seus regulamentos, como também usava desculpas para puni-los severamente, deleitando-se com a tortura e morte de suas víctimas. Diz-se que certo dia a Condessa, envelhecendo, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando a moça acidentalmente puxou seu cabelo, arrancando-lhe alguns fios. Erzsebet voltou-se contra a jovem criada e a espancou. O sangue da jovem espirrou e algumas gotas atingiram as mãos de Erzsebet. Ao esfregá-las, estas pareciam tomar as formas joviais da moça. Foi a partir deste incidente que Erzsebet desenvolveu sua reputação de desejar o sangue de jovens moças. O Conde Nadasdy não só tomava parte nos atos cruéis de sua esposa como ensinava-lhe novas formas de tortura. Mostrou-lhe, por exemplo, uma variação desses exercícios de congelamento para o verão: despia uma mulher e a cobria de mel, deixando-a à merçê dos insetos. Ele veio a falecer em 1604. Após sua morte, Erzsebet mudou-se para Viena e logo depois, passou um tempo em sua propriedade de Beckov e no Solar de Cachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. O local que foi o cenário de seus atos mais depravados e famosos.
Uma outra história (³) fala sobre o comportamento de Erzsebet após a morte do marido. Dizia-se que ela tinha envolvimento com homens mais jovens. Numa ocasião, acompanhada por um desses homens, viu uma mulher de idade e perguntou-lhe: "Que farias tu se tivesses de beijar aquela bruxa velha?". O homem respondeu-lhe com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Erzsebet de excessiva vaidade e acrescentou que tal aparência era inevitável, mesmo para uma Condessa. Diversos historiadores têm ligado a morte do marido de Erzsebet e essa história, a sua preocupação com o envelhecemento, e daí surgiu o fato de ela querer se banhar no sangue.
SEUS CRIMES E JULGAMENTO
Nos anos que sucederam a morte do marido, Erzsebet conseguiu uma nova companheira para seus atos sádicos: uma mulher chamada Anna Darvulia, de quem pouco se sabe. Em 1609, a saúde de Darvulia piorou, por isso Erzsebet voltou suas atenções para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. E parece que tal mulher foi a responsável pelo declínio total da Condessa, pois a incentivou a incluir, entre suas víctimas, mulheres da nobreza, em virtude da dificuldade que Erzsebet estava tendo para conseguir novas criadas. Afinal, a fama da Condessa e seu comportamento já eram conhecidos por toda a redondeza. Erzsebet seguiu o conselho de Majorova.
Em 1609, Erzsebet matou uma jovem nobre e encobriu tal fato alegando sê-lo um suicídio. Já no início do verão de 1610, começaram as investigações sobre os crimes da Condessa. Na verdade, era mais por motivos políticos (O Conde Nadasdy havia emprestado dinheiro ao Rei e este queria se ver livre de tal empréstimo confiscando o latifúndio da Condessa). Porém as suspeitas dos assassinatos dela, eram mais que uma desculpa para concretizar os planos da coroa. Com isso, em 26 de dezembro de 1610, A Condessa Erzsebet Báthory foi presa e julgada alguns dias depois. Em 7 de janeiro de 1611, foi apresentada como prova, uma agenda contendo os nomes de todas as víctimas da Condessa, registrados com a sua própria letra. No total foram 650 vítimas. Além de sua reputação de assassina e sádica, ainda foi acusada de ser uma vampiresa (vapiress, no original) e uma "lobisomem" (o termo "werewolf" traduzido do original, não possui gênero feminino). Durante seu julgamento, várias pessoas afirmaram que ela mordia o corpo das meninas que torturava. Ela foi acusada então de drenar o sangue de suas vítimas e de banhar-se nesse sangue para reter a juventude. Apesar de toda vaidade, Erzsebet era uma mulher muito atraente na altura.
Erzsebet foi julgada alguns dias depois. O julgamento foi conduzido pelo Conde Thurzo, como agente do rei. Conforme registro, o julgamento (acertadamente caracterizado como uma farsa pelo biógrafo de Báthory, Raymont T. Mcnelly) foi iniciado não apenas para se obter um condenação, mas também para confiscar suas terras. Uma semana após o primeiro julgamento, foi realizada uma segunda sessão, em 7 de janeiro de 1611. Neste, uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsebet foi apresentada como prova. Continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a letra de Erzsebet. Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Erzsebet foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi colocada num aposento do castelo de Cachtice, sem portas ou janelas - apenas uma pequena abertura à passagem de ar e de alimentos, lá permanecendo pelos três anos seguintes até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Báthory, em Ecsed.
ERZSBET BÁTHORY: UMA LENDA OU UMA REALIDADE
The Book of Werewolves registra a lenda básica de uma Condessa húngara que matou suas criadas para banhar-se no seu sangue, uma vez que ela imaginava que esse tratamento manteria sua pele jovem e saudável. A verdade é que ela assassinou 650 moças para esse fim. (...) O testemunho de centenas de pessoas demonstrou que o uso de sangue para finalidades cosméticas era lenda, mas confirmou que ela de fato matou mais de 650 moças (ela recorda cada atrocidade no seu diário). A Condessa evidentemente gostava de morder e dilacerar a carne de suas jovens criadas. Um de seus apelidos era "Tigre de Cachtice". Ela torturou (...) também em Viena, onde possuía uma mansão na rua dos Agostinianos(...), próximo ao palácio real no centro da cidade. Durante o julgamento em 1611, foi confirmado que "em Viena, os monges arremessavam seus corpos contra as janelas quando ouviam gritos (das moças sendo torturadas)". Esses monges certamente os do velho mosteiro Agostiniano defronte a mansão Báthory. No porão, Erzsebet mandou um ferreiro construir uma espécie de compartimento de madeira, ou cela, onde torturava suas víctimas. Os constantes casamentos entre membros nobres da mesma família na Hungria, destinados a manter as propriedades entre si, levaram
degeneração genética; a própria Erzsebet estava sujeita a ataques epiléticos. Também um dos seus tios foi um notório satanista, sua tia Klara uma terrível aventureira sexual e seu irmão Stephen um bêbado e um devasso".
SUAS TÁCTICAS DE TORTURA
Eis mais alguns atos da Condessa: Pouco antes de completar 15 anos, Erzsebet casou-se com Ferenc Nadasdy. Ferenc (...) era tão cruel quanto sua esposa. Quando em casa, distraía-se torturando presos turcos. Ensinou até mesmo algumas técnicas de tortura a Erzsebet. Uma delas, muito dolorosa, era uma variação do "pé quente", em que pedaços de papel embebido em óleo são colocados entre os dedos do pé de empregados preguiçosos, aos quais se ateava fogo, fazendo com que a víctima vesse estrelas de dor e se contorcesse tentando se livrar do fogo. (...) Erzsebet enterrava agulhas na carne e sob as unhas de suas criadas. Punha também moedas e chaves aquecidas ao rubro nas mãos das torturadas, ou então, usava um ferro para marcar o rosto de empregadas indolentes. Também costumava jogar moças na neve, enquanto era vertida água fria sobre seus corpos até que morressem congeladas. (...) A moça era levada ao ar livre sem roupa e seu corpo era esfregado com mel e lá permanecia por 24 horas, de modo que pudesse ser picada por mosquitos, abelhas e outros insetos. (...) Ela ateva fogo aos pelos pubianos de uma de suas criadas. Certa vez, ela abriu a boca de uma criada até que os cantos da boca dela se rasgassem. Báthory fazia tudo isso muito tranqüilamente porque era uma aristocrata húngara; seus criados eram eslavos, e podiam ser tratados como propriedade ou objeto, tão cruelmente quanto ela quisesse porque não tinham para quem apelar.
UMA DÚVIDA E CURIOSIDADE
Curiosidade (ou coincidência ?): Há muitas ligações entre as famílias Báthory e Drácula. O chefe do comando da expedição que repôs Drácula no trono em 1476 foi o Príncipe Stephen Báthory; além disso, um feudo de Drácula passou às mãos dos Báthory durante o período de reinado Erzsebet. O lado húngaro dos antepassados de Drácula podem ter relação com o clã Báthory"
OBSERVAÇÕES
(¹) Embora também seja citada por alguns como eslovaca, tcheca, austríaca, dentre outras nacionalidades vizinhas do império húngaro, Erzsebet é húngara sim! Possa acreditar que alguns autores cometem grandes deslizes e citam como até sendo uma aristocrata britânica, devido a tradução de seu nome para Elizabeth. Essa grande quantidade de erros de nacionalidade ocorre por causa da grande quantidades de terras possuídas pela família Báthory.
(²) O castelo foi citado erronemante por Raymond T. McNally como situado na Transilvânia
(³) Está mais para lenda que para verdade.
enviada por L0rd D3str0y3r
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