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10/05/2004 14:05
Um poko Da his. do burzum e do vikernes
Dossiê Burzum
Varg Vikernes' and Burzum biography (11.04.2004)
Introdução
O Black Metal surgiu nos anos 80 com bandas como Venom, Bathory e Hellhammer (atual Celtic Frost). Era um movimento meramente artistico que se utilizava do satanismo/anti-cristianismo (e afins) em suas letras. Eis que nos anos 90 esse movimento difundiu-se na Noruega e foi completamente subvertido, gerando assim o True Black Metal, que além da proposta artistico/musical, tinha também um real engajamento político e religioso. Daí o nome True (verdadeiro). Enquanto os outros só cantavam, eles Faziam. As ações religiosas consistiam basicamente na destruição de igrejas e na realização de cultos satânicos. As ações politicas eram baseadas, em sua maioria, no Nacionalismo Norueguês, ou seja, o orgulho da raça nórdica e sua cultura e a não mistura de outras culturas e etnias em seu território. Esse nacionalismo é basicamente uma forma de neo-nazismo, coisa que eu não apoio.
Os maiores expoentes do True Black Metal norueguês eram as bandas Mayhem, Burzum, Darkthrone e Emperor. Juntas, elas formariam o suposto Inner Circle, o Circulo Interno que comandava as atividades terroristas do movimento True Black Metal. Na época, eles tinham aliados nos EUA. Entre eles Glen Benton, vocalista do Deicide, banda de Death Metal com letras anti-cristãs ultra-explícitas. Outro aliado americano era a banda VON (que segundo Varg Vikernes significaria: Victory, Orgasm, Nazism). "Satanic Blood" foi o único album da banda, que teve uma cover gravada pelo "Dark Funeral" (banda suéca de Black Metal).
Por ironia, a banda de Black Metal em maior evidência atualmente é norueguesa e NÃO compactua com o movimento True. Trata-se do Dimmu Borgir. Os caras são a nata do Black Metal, juntamente com os ingleses do Cradle Of Filth. Em 2003 o baterista do Dimmu Borgir, Nick Barker (ex-Cradle Of Filth) saiu da banda e entrou no Brujeria (banda mexicana de Death Metal com letras satânicas e racistas contra os brancos)! Isso é que é mente aberta! O Dimmu Borgir virá este mês ao Brasil. Aqui em São Paulo eles vão se apresentar dia 24/04/04 no Credicard Hall. Chique pra caralho hein...
Ok! Mas eu não estou aqui para escrever sobre os bonzinhos e sim sobre o psicopata, o cara mais sangue ruim do Black Metal norueguês: Varg Vikernes, o Burzum!
Descendente de familia cristã, Varg Vikernes nasceu em 11 de fevereiro de 1973, em Bergen, Noruega. Seu verdadeiro nome de batismo é Kristian Kvisling Larsson Vikernes. Ele costumava usar o pseudônomo "Count Grishnackh" (Conde Noite Cinzenta, pseudônimo tirado da obra "O Senhor dos Anéis", de J.R.R. Tolkien). Na Noruega ele também é conhecido como Greifi Grishnackh, ou simplesmente Greven (Conde). Varg participou das bandas Satanel, Old Funeral e Mayhem, e compôs diversas músicas para o Darkthrone, além de fundar seu projeto solo denominado Burzum (Escuridão), no qual tocava todos os instrumentos e fazia os vocais.
Parte I: A tragetória de Varg Vikernes no Mayhem
[por Pedro Bergamo Junior]
Dead, o vocalista da banda, havia se suicidado com um tiro na cabeça. O rifle havia sido emprestado por Varg! Junto ao corpo havia um bem humorado bilhete que dizia: "Desculpe pelo sangue". Realmente, havia sangue e miolos por todos os lados. Euronymous, o guitarrista, tirou fotos do cadaver do colega e recolheu os fragmentos cranianos, dos quais fez amuletos. Mais tarde lançou um disco (Dawn Of The Blackhearts) com o defunto na capa! Era uma antiga gravação ao vivo e foi lançada como uma forma de homenagem póstuma ao Dead.
Após toda tragédia, o Mayhem lança "De Mysteriis Dom Sathanas", um album aclamado por muitos como o melhor de sua carreira. Com Átila Csihar nos vocais, no lugar de Dead e, adivinha quem no baixo... Varg "Count Grishnackh" Vikernes!
O disco fora um sucesso mas Varg estava descontente. A temática satânica não o agradava, pois, segundo ele, juntar satanismo com anti-cristianismo é algo contraditório pelo fato de Satan ser uma figura da mitologia judaico-cristã. Varg queria resgatar a cultura nórdica, viking. Ele era (e é) Odinista, ou seja, ele venera o Deus Nórdico Odin, pai do Poderoso Thor (é, aquele personagem da Marvel! hahaha!). Descontente, Varg sai do Mayhem e se dedica ao seu projeto, o Burzum.
Parte II: Burzum, assassinato e prisão
[por Rainer e Mário Augusto O. Del Nunzio]
O primeiro, auto-intitulado, álbum do Burzum foi lançado em 1992 pela Deathlike Silence Production, a gravadora de Øystein Aarseth (Euronymous), líder do Mayhem. Este disco foi re-lançado 3 anos depois pela Misanthropy com o EP "Aske", de 1993 como bônus. Uma curiosidade sobre esses discos é que eles eram divididos em "Side Hate" e "Side Winter". Ainda em 1993 foi lançado "Det Som En Gang Var".
Varg (agora usando seu nome de guerra, Count Grishnackh) e Euronymous eram as duas figuras mais proeminentes na cena Black Metal, e mesmo com uma certa cooperação entre ambos anteriormente, eles estavam com problemas entre eles. Euronymous queria uma imagem mais satânica (musicalmente e ideológicamente) e Varg achava que Satã era só uma criação da Igreja Católica, ele queria um "revival" dos Deuses Nórdicos, e uma redescoberta da verdadeira raça norueguesa e sua cultura. A disputa entre os dois logo se tornou pública.
No dia 10 de agosto de 1993 Varg dirigiu para o flat de Euronymous em Oslo. Uma briga começou e Euronymous foi apunhalado até morrer. Há rumores de que Euronymous planejava matar Varg Vikernes, e por isso este matou-o. Depois disso, no período que Varg Vikernes era julgado e ia para a cadeia, o selo inglês Misanthropy foi criado para re-lançar os discos do Burzum fora da Noruega.
Em 1994, depois do aprisionamento, de Varg, foi lançado "Hvis Lyset Tar Oss". O disco tem apenas 4 músicas, mas mais de 45 minutos, sendo todas as músicas grandes épicos. O disco havia sido gravado antes de Varg ser preso. No início de 1996 foi lançado "Filosofem", que chegou às paradas "indie" do Reino Unido e alcançou um sucesso inesperado para um disco de black metal. Este foi o último álbum do Burzum que havia sido gravado antes da prisão de Varg Vikernes.
Na cadeia Varg estudou ainda mais a cultura da Escandinávia e dos povos Germânicos. Desenvolveu ainda mais suas idéias de uma volta do espírito Pagão. Munido de um teclado e um computador em sua cela, Varg compôs dois álbuns instrumentais (só teclados): "Dauði Baldrs" e "Hliðskjálf".
Varg tenta fuga ("Rock-on-line", 27/10/2003)
Condenado a 21 anos de prisão, o músico norueguês Varg Vikernes, líder do Burzum, tentou fugir nesse último fim de semana. O fato é que ele, preso desde 1993, recentemente ganhou liberdade condicional e deveria ter retornado ao cárcere na noite de sábado. Vikernes, porém, não apareceu e as autoridades foram em sua busca. Somente na manhã dessa segunda-feira ele foi recapturado na cidade de Oslo, na Noruega, e voltou para trás das grades. Vikernes cumpre pena pelo assassinato do guitarrista do Mayhem, Øystein Aarseth (mais conhecido como Euronymous), e por ter incendiando 3 igrejas, o que resultou na morte de um bombeiro.
Uma entrvista rapida:
Entrevista com Varg Vikernes
BJ = Björn Hallberg, VV = Varg Vikernes
BJ - Por favor me diga seu nome completo, idade e local onde se encontra.
VV - Meu nome completo é Varg Vikernes. Nasci no dia 11 de fevereiro de 1973, e no momento estou na prisão Trondheim.
BJ - Qual o motivo exato de sua condenação?
VV - Eu fui condenado por: roubo e possesão de 125 kg de dinamite e 26 kg de glinite (outro tipo de explosivos); incêndio premeditado de quatro templos judeus (igrejas), dos quais três queimaram até virarem cinzas; três casos de invasão de propriedades privadas (em busca de armas, alguns disseram); assassinato em primeiro grau (apesar de ter sido um assassinato em segundo grau na verdade); e... bem, acho que isso é tudo. Eu fui acusado também de ter incendiado um quinto templo judeu (Fantoft Stavechurch); um ou dois casos de violação de túmulos; e eles também apreenderam aproximadamente 3000 balas de rifle e pistolas (mas a polícia apenas pegou essa munição, e nem ao menos mencionou-a na lista de itens confiscados). Eu fui considerado inocente no incêndio da igreja Fantoft, e o próprio promotor chegou a aconselhar o juri a não me considerar culpado destas acusações simplesmente porque eram muito ridículas e porque não havia prova alguma de que eu tinha feito coisas como essas, como violar túmulos! Eu mesmo disse à corte que eu era culpado do roubo e posse da dinamite/glinite, e também confessei que era culpado de homicídio doloso em defesa própria. Eu quis dizer que foi algo em defesa própria, mas depois entendi que na visão deles, no sistema legal deles, era chamado legalmente de homicídio doloso, já que eu não estava mais em uma posição onde minha vida estava diretamente ameaçada, pois o Aarseth (o cara que eu matei) estava fugindo de seu apartamento quando eu o matei. Não houve prova nenhuma em nenhum dos casos de que fui acusado, a não ser na história da dinamite/glinite, é claro... Afinal eles encontraram 150 kg de explosivos no meu sótão...
BJ - Você diz que o fundador do Mayhem, Øystein Aarseth foi assassinado em defesa própria? Por que motivo ele queria matar você, então?
VV - Ele queria me matar por várias razões. Eu saí de sua gravadora, e fazendo isso o deixei apenas com algumas bandas que vendiam muito pouco (Abruptum, e algumas outras merdas). Eu fiz ele parecer um idiota completo em várias ocasiões, por exemplo, eu dava risada na frente dele enquanto desmascarava todas as mentiras que ele contava. Eu comecei a espalhar propaganda racista em nosso meio. Mas, o que é mais importante, eu comecei a ser mais interessante para a mídia do que ele. Por alguma razão era muito importante para ele ser o centro de tudo. Eu ganhava mais atenção porque de fato fazia as coisas que dizia, enquanto ele apenas ficava falando e falando então depois de um tempo ninguém mais o levava a sério, pois todos viam que ele era apenas uma pessoa com muita conversa e nenhuma ação. Ele me culpava por isso, já que eu era a pessoa ele acreditava responsável por fazê-lo parecer um covarde (o que ele era, é claro). Você deve se lembrar de que ele foi o centro do movimento por um longo tempo; ele tinha 25 anos de idade, enquanto eu tinha apenas 19 (e 20 quando o matei), e ele ficou seriamente ofendido quando as pessoas começaram a me ouvir ao invés de ouvir a ele. Ele era um comunista, e odiava o fato de que todo mundo estava muito mais interessado no meu nacionalismo e minha visão racista isto é, depois de um tempo, é claro. Ele não gostou do jeito que as coisas se desenrolaram e queria acabar com isso, me matando. Primeiro ele tentou encontrar provas contra mim por vários crimes que ele sabia que eu tinha cometido, mas ele não conseguiu encontrar nada. A razão pela qual eu o desrespeitava era simplesmente esta: ele era completamente incompetente e incapaz de administrar sua gravadora com eficiência. Ele era cheio de grandes palavras e nunca fazia nada daquilo que prometia. Ele tinha verdadeira obsessão por seus pensamentos Satanistas, enquanto eu queria espalhar o Odinismo na cena (e ele me odiava por isso também). Ele era ridículo, via filmes pornô o tempo todo, e nós até mesmo desconfiávamos que ele era bisexual ou homossexual! Eu não queria saber de nada que tinha a ver com ele, e eu nunca fiz nada para esconder meu ódio por ele. Ele era um porco, e eu dizia isso a todo mundo! Eu estava meio puto porque tinha gastado muito tempo, fé e energia em sua gravadora, e tudo foi desperdiçado! Eu era jovem, certo, mas ainda me sentia um idiota por ter acreditado em sua gravadora no começo. Resumindo, eu tinha muitos motivos para odiá-lo, e por causa do meu modo de lidar com este ódio (que era respeitado por todo mundo) ele também tinha muitos motivos para me odiar; eu disse a verdade sobre ele, e com certeza a verdade muitas vezes é desconfortável! Eu disse e ainda digo que eu o matei em defesa própria simplesmente porque foi ele quem me atacou quando eu apareci em seu apartamento naquela noite para dizer a ele para parar de me encher o saco. Ele queria me torturar até a morte, filmando tudo e vendendo o filme para outras pessoas e eu sabia disso porque um amigo dele me contou. Ele me atacou e tentou me matar (com uma faca). Por pouco ele não conseguiu, mas eu sabia que se eu não acabasse com "o show" lá eu estaria apenas dando a ele uma segunda chance e é claro que eu não vi nenhum motivo para deixar isto acontecer. E se ele tivesse mais sorte na segunda vez? É por isso que eu digo que foi em defesa própria. No começo era defesa própria, até mesmo legalmente, mas quando ele começou a fugir não era mais legalmente defesa própria, e então eu chamo este assassinato de ação preventiva, defesa própria preventiva.
BJ - O que é o Inner Circle? Você ainda é ativo nele?
VV - Ha ha, eu estou surpreso por ainda me perguntarem isso. Nunca existiu um "Inner Circle", exceto na cabeça de Aarseth/Euronymous, que queria se fazer mais interessante criando algo como um "misterioso Inner Circle". Era apenas um produto da fantasia dele que nunca existiu. As revistas de música britânicas engoliram esta história estúpida, ou apenas fingiram acreditar para ter alguma coisa sobre o que escrever. Eu não sei. Apesar disso, eu devo dizer que nós - outros caras que tocavam metal - também encenávamos e não fazíamos nada para desmentir a existência deste Inner Circle, não fazíamos nada para espalhar que era apenas um produto da imaginação de Aarseth. Agora que eu estou falando sobre isso, posso dizer que esta foi mais uma das mentiras de Aarseth que eu fiz questão de desmascarar, e uma outra razão para ele me odiar ou me matar antes de parecer um idiota completo ao mundo.
enviada por L0rd D3str0y3r
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